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1.
Arch. pediatr. Urug ; 92(1): e302, jun. 2021. tab, graf
Article in Spanish | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1248848

ABSTRACT

Resumen: La malaria es un problema de salud a nivel mundial. Si bien en Uruguay existen ejemplares del género Anopheles, las especies descritas con mayor frecuencia no transmiten la enfermedad. Se comunica el primer caso de una niña con malaria importada, no complicada, por Plasmodium falciparum. El objetivo es sensibilizar al pediatra sobre una enfermedad reemergente y analizar su abordaje diagnóstico y terapéutico. Caso clínico: niña de 8 años, sana, procedente de Bolívar (Venezuela). Vive en Uruguay desde hace 15 días. Comienza cinco días previos al ingreso con fiebre de 41 °C, rinorrea y tos seca, vómitos ocasionales en las últimas 24 horas. Anorexia y marcado decaimiento. No lesiones de piel, cefalea, ni artromialgias. Examen físico: decaída, chucho febril, dolor abdominal difuso y hepatoesplenomegalia. Estudios complementarios: anemia, plaquetopenia, elevación de reactantes de fase aguda y de gamma glutamil transferasa. Ecografía abdominal: hepatoesplenomegalia moderada. Estudio parasitológico de sangre periférica: trofozoitos de Plasmodium falciparum, parasitemia menor a 10%. Se administra artemeter-lumefantrina durante tres días, seguido de primaquina por 14 días, con buena evolución. Conclusiones: la malaria debe ser considerada en un niño que proviene de zonas endémicas y se presenta con una enfermedad febril aguda, acompañada de chuchos, decaimiento y hepatoesplenomegalia. El estudio del frotis sanguíneo y gota gruesa realizado por el parasitólogo permitirá confirmar el diagnóstico y definir el abordaje terapéutico. Para disminuir la mortalidad es importante el diagnóstico oportuno y la identificación precoz de signos de malaria grave. El tratamiento será dirigido según la especie involucrada y riesgo de resistencia a los antimaláricos.


Summary: Malaria is a global health problem. Although there are specimens of the genus Anopheles, in Uruguay, the most frequently described species do not transmit the disease. We hereby report the first case of a girl with imported, uncomplicated Plasmodium falciparum malaria. The objective is to raise pediatricians' awareness regarding a re-emerging disease and analyze its diagnostic and therapeutic approach. Clinical case: 8-year-old, healthy girl from Bolívar (Venezuela) who had lived in Uruguay for 15 days. 5 days prior to admission started having 41°C fever, runny nose and dry cough and occasional vomit in the 24 hours prior to admittance. Anorexia and significant asthenia. No skin lesions, headaches or arthromyalgia. Physical exam: asthenia, feverish shivering, diffuse abdominal pain, and hepatosplenomegaly. Complementary studies: anemia, thrombocytopenia, high acute phase reactants and gamma glutamyl transferase. Abdominal ultrasound: moderate hepatosplenomegaly. Parasitological study of peripheral blood: Plasmodium falciparum trophozoites, parasitemia less than 10%. Artemether-lumefantrine was administered for 3 days, followed by primaquine for 14 days, with positive evolution. Conclusions: Malaria should be considered in cases of children from endemic areas who show acute febrile illness, accompanied by shivering, asthenia and hepatosplenomegaly. The study of the thick and peripheral blood smears carried out by the parasitologist will eventually confirm the diagnosis and define the therapeutic approach. In order to reduce mortality, it is essential to carry out a timely diagnosis and to identify symptoms of severe malaria early on. Treatment will depend on the species involved and risk of resistance to antimalarials.


Resumo: A malária é um problema de saúde global. Embora no Uruguai existam exemplares do gênero Anopheles, as espécies mais frequentemente descritas não transmitem a doença. Relatamos o primeiro caso de uma menina com malária importada não complicada por Plasmodium falciparum. O objetivo é sensibilizar o pediatra sobre uma doença reemergente e analisar sua abordagem diagnóstica e terapêutica. Caso clínico: menina saudável de 8 anos, procedente de Bolívar (Venezuela) que tinha morado no Uruguai por 15 dias. 5 dias antes da internação começa a ter febre de 41°C, rinorreia, tosse seca e vômitos ocasionais nas 24 horas anteriores à internação. Anorexia e astenia acentuada. Sem lesões cutâneas, dores de cabeça ou artromialgia. Exame físico: astenia, tremor febril, dor abdominal difusa e hepatoesplenomegalia. Estudos complementares: anemia, plaquetopenia, elevação dos reagentes de fase aguda e gama glutamil transferase. Ultrassonografia abdominal: hepatoesplenomegalia moderada. Estudo parasitológico do sangue periférico: trofozoítos por Plasmodium falciparum, parasitemia inferior a 10%. Administramos artemeter-lumefantrina por 3 dias, seguida de primaquina por 14 dias, com boa evolução. Conclusões: devemos considerar a malária em crianças procedentes de áreas endêmicas e com quadro febril agudo, acompanhado de tremores, astenia e hepatoesplenomegalia. O exame do esfregaço e de gota espessa quando feito pelo parasitologista vai confirmar o diagnóstico e definir a abordagem terapêutica. É importante realizar diagnóstico precoce e identificar os sinais de malária para diminuir o risco de mortalidade. O tratamento será administrado de acordo com a espécie envolvida e com o risco de resistência aos antimaláricos.

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